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22 de julho de 2025
Atualizado em 12 de agosto de 2025.

Checklist de segurança para o turismo de aventura 

Turismo de aventura
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Checklist de segurança para o turismo de aventura 

A procura por experiências turísticas ao ar livre vem crescendo significativamente ao longo dos anos. Entre as opções mais procuradas pelos viajantes, destacam-se as atividades voltadas ao turismo de aventura, que obtiveram um aumento de 47% nas vendas em 2025.

Esse segmento inclui atividades diversas que normalmente acontecem em ambientes naturais, como trilhas, arvorismo, escaladas, entre outras. Embora sejam preferência entre muitos turistas, essas experiências exigem atenção redobrada por parte das empresas organizadoras.

Afinal, se não houver um cuidado mútuo da empresa e dos participantes, alguns riscos podem comprometer a segurança da atividade. Garantir a proteção de todos os envolvidos é essencial para o bom andamento da operação e para a reputação do negócio.

Segurança no turismo de aventura: princípios fundamentais

De acordo com o livreto de orientações básicas para o Turismo de Aventura, publicado pelo Ministério do Turismo, a segurança nas atividades desse segmento envolve quatro fatores principais:

  • Pessoas
  • Equipamentos e estruturas
  • Procedimentos
  • Fatores fortuitos

Para prevenir acidentes, é essencial atuar sobre os três primeiros fatores — que podem ser controlados pelos profissionais e operadores da atividade. Já os fatores fortuitos, como intempéries e imprevistos naturais, devem ser monitorados com atenção e tratados nos planos de emergência.

A segurança, além de ser uma responsabilidade legal e ética, é também uma demanda crescente dos consumidores. O livreto informa ainda que, de acordo com o Decreto nº 7.381/2010, as agências de turismo que comercializam serviços de turismo de aventura devem implementar um sistema de gestão de segurança, conforme normas técnicas oficiais adotadas nacionalmente.

Entre essas normas, destaca-se a ABNT NBR 15331, que estabelece os requisitos para o Sistema de Gestão da Segurança (SGS) aplicado ao Turismo de Aventura.

A norma contempla, entre outros aspectos:

  • Inventário, análise e avaliação de riscos das atividades
  • Política, objetivos e metas de segurança
  • Planos de tratamento de risco
  • Programa de gestão da segurança
  • Recursos, estrutura e responsabilidades
  • Preparação para atendimento a emergências
  • Competência, conscientização e treinamento da equipe
  • Registros e documentação técnica
  • Monitoramento e mensuração do desempenho em segurança
  • Auditoria interna e análise crítica

A partir desses aspectos, o Ministério do Turismo sugere dois procedimentos:

Plano de contingência

Trata-se de um conjunto planejado de ações, responsabilidades e recursos preparados para lidar com situações de emergência. Cada tipo de atividade deve ter um plano de emergência específico, considerando:

  • Procedimentos e respostas imediatas
  • Rotas de fuga pré-definidas
  • Localização de estruturas médico-hospitalares
  • Acessos viáveis para resgate e transporte alternativo

É fundamental identificar os recursos necessários para o atendimento de emergências: meios de comunicação, equipamentos específicos, capacitação técnica e protocolos padronizados.

Procedimentos de emergência

Conforme a ABNT NBR 15331, é necessário estabelecer planos de ação detalhados para incidentes durante a operação, que envolvam:

  • Acidente: Evento não planejado que resulta em morte, lesão, dano ou perda.
  • Incidente: Evento que originou um acidente ou tinha potencial para causar um.

Checklist prático de segurança para o turismo de aventura

Antes da atividade

  • Verificar a previsão do tempo e alertas climáticos locais
  • Realizar checklist de equipamentos e EPIs obrigatórios
  • Confirmar se todos os participantes preencheram o termo de responsabilidade
  • Avaliar condições físicas e restrições de saúde dos turistas
  • Revisar o plano de emergência e rotas de evacuação
  • Testar os equipamentos de comunicação (rádios, celulares, GPS)
  • Garantir que a equipe esteja com o kit de primeiros socorros atualizado
  • Informar um responsável externo sobre local, trajeto e duração da atividade

Equipamentos e Estrutura

  • Verificar a integridade dos equipamentos (capacetes, cintos, coletes, cordas etc.)
  • Ajustar corretamente os equipamentos nos participantes
  • Fornecer instruções claras sobre o uso de cada item de segurança
  • Assegurar disponibilidade de água potável ou isotônicos
  • Avaliar se há sinalização e demarcação adequada da trilha ou percurso

Orientações aos participantes

  • Realizar um briefing inicial com regras de segurança e conduta
  • Apresentar os riscos específicos da atividade e como minimizá-los
  • Explicar como agir em caso de emergência ou acidente
  • Reforçar a importância de respeitar o ritmo e os limites do grupo
  • Incentivar o uso de roupas adequadas, protetor solar e repelente

Durante a atividade

  • Fazer contagem dos participantes em pontos estratégicos
  • Manter comunicação ativa entre os guias e equipe de apoio
  • Monitorar sinais de fadiga, desidratação ou desconforto
  • Reavaliar constantemente as condições climáticas
  • Garantir que o grupo esteja coeso e bem orientado ao longo do trajeto

Pós-atividade

  • Confirmar que todos retornaram em segurança
  • Avaliar se houve incidentes ou situações de risco
  • Recolher feedback dos participantes sobre a segurança da experiência
  • Fazer inspeção técnica dos equipamentos utilizados
  • Atualizar o registro de segurança e manutenção dos equipamentos

Seguro aventura

Uma medida adicional que reforça a segurança e profissionalismo da empresa é a contratação de um seguro especializado no turismo de aventura.

Esse tipo de seguro oferece cobertura para acidentes durante esportes radicais ou experiências outdoor, incluindo:

  • Despesas médicas e hospitalares
  • Evacuação de emergência
  • Perdas financeiras decorrentes de acidentes
  • Assistência ao guia, instrutores e turistas

O seguro é indicado tanto para os profissionais da operação — que estão constantemente expostos a riscos — quanto para os turistas, proporcionando maior tranquilidade e confiança na experiência.

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